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presencial · alguém que eu não conheço · avisar algo difícil

Responder a um comentário de estranho na rua

A frase pronta pra quando alguém opina sobre o seu filho em público — curta, e sem explicar nada.

quando meu filho tem uma crise no mercado, sempre aparece alguém pra comentar. Eu fico sem reação e depois passo o dia pensando no que devia ter dito.

O que essa conversa precisa conseguir

Responder com firmeza e sem justificativa a um comentário indesejado durante a crise do filho, encerrando a interação sem se abalar.

Antes de começar

  • Ensaiar as frases de resposta em voz alta, em casa, até saírem naturais.Ensaiar reduz a chance de travar no momento, já que a resposta precisa ser automática.
  • Combinar com o filho um sinal ou palavra que ele possa usar para pedir ajuda ou indicar que está em crise.Isso dá à criança um papel ativo e reduz a sensação de exposição, além de fortalecer a parceria entre vocês.

A abertura, palavra por palavra

Eu entendo que você quer ajudar, mas agora não é o momento.

Obrigada pela preocupação, mas eu estou cuidando disso.

A abertura é curta e direta, para ser dita sem pausa, enquanto a mãe foca no filho.

Se disserem…

  • Você precisa de ajuda?

    Não, obrigada. Eu estou cuidando dele.

    Agradece educadamente, mas deixa claro que não há necessidade de intervenção.

  • Ele está fazendo birra?

    Ele está em crise. Não é birra. Mas eu estou cuidando disso.

    Corrige o equívoco sem se alongar, e reafirma que a situação está sob controle.

  • Você devia fazer alguma coisa.

    Eu estou fazendo. Obrigada.

    Responde com firmeza, sem se justificar, e encerra a conversa.

  • Nada, só ficam olhando.

    (olhar brevemente e voltar a atenção para o filho)

    Ignorar o olhar é uma resposta válida; não precisa engajar com quem não fala.

  • Vou chamar o segurança.

    Não precisa. Eu estou cuidando dele. Obrigada.

    Evita que a situação escale e mantém o controle.

Para encerrar

Obrigada pela compreensão.

Agradece uma vez e encerra, sem se desculpar ou se estender.

Você não precisa

  • Explicar o diagnóstico do seu filho.
  • Pedir desculpas pelo comportamento dele.
  • Justificar por que ele está em crise.
  • Prometer que ele vai se acalmar.

Se não der certo

Se alguém insistir ou for agressivo, afaste-se com o filho e, se necessário, chame um funcionário do mercado.

A prioridade é a segurança e o bem-estar do seu filho; não há obrigação de dialogar com quem não respeita.

Esse não é bem o seu caso?

A Liz monta a conversa a partir do que você escrever, com as respostas prontas para a reação que você teme — e deixa você ensaiar antes.

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